JÁ OUVIU FALAR DA "LÍNGUA DO P"???
Para: 6ª, 7ª, e 8ª séries
Objetivo: praticar leitura e escrita, conhecer curiosidades da língua, exercitar a criatividade
Prazo: até 24/fev
Quando a titia aqui era criança, existia uma tal "língua do P". Ela ainda está por aí, mas se tornou muito pouco usada, por isso, talvez a geração de vocês não conheça. Era uma brincadeira de código onde separávamos as sílabas das palavras e colocávamos um "P" antes de cada uma. Assim, "PIPOCA" se tornava "P-pi-P-po-P-ca"... Nos divertíamos porque os adultos demoravam para entender o que dizíamos. Nos sentíamos o máximo por isso! (risos). Além do que, não dá pra negar que aprendemos direitinho a separar as sílabas. Foi bem útil! Tão útil, aliás, que parece que um dia alguém se inspirou nessa letrinha e resolveu escrever um texto somente com palavras iniciadas por ela. Vejam só que incrível...
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo… Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Passando pela principal praça parisiense, partindo para Portugal, pediu para pintar pequenos pássaros pretos. Pintou, prostrou perante políticos, populares, pobres, pedintes.
-Paris! Paris! - proferiu Pedro Paulo. -Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
-Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
-Papai! - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando…”
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar… Para parar preciso pensar. Pensei! Portanto, pronto pararei.
(autor desconhecido)
AGORA É A SUA VEZ! Escolha uma letra qualquer e tente fazer um texto pequeno usando somente palavras iniciadas por ela. No mínimo uma frase, tá?!
Aliás, EU COMEÇO! E escolho a letra V:
"Vista-se, Valquíria! Venha voando, vamos ver vovó varrendo vento vinte vezes, vestindo vestido verde, vigiando vovô vendendo vitaminas, vaselina, violões velhos, velas e varas vermelhas. Venha, Valquíria, vamos viajar! Vamos ver vida valorizada... Vontades valendo, virtudes vencendo, várias vozes versando vaidosos versos."
Valioso, viram?! Vão vocês, VALENDO...